Mercado de luxo cresce por todo o Brasil
Serviço de entrega, venda por telefone e e.commerce ajudam a levar o luxo para fora do eixo Rio – São Paulo – Brasília
Shopping Iguatemi de Brasília
São Paulo é, sem dúvida, a porta de entrada das marcas de luxo no Brasil. A previsão de abertura de novas lojas na cidade comprova que o mercado não está saturado. (Veja o novo mapa do luxo em SP) Além das expansões e modificações no mix de lojas de endereços tradicionais do setor, como os shoppingsIguatemi e Cidade Jardim, a cidade ganhará, em breve, dois novos centros de compras: oshopping JK, na Vila Olímpia, e Shops, nos Jardins.
Mesmo assim, as marcas já miram outras cidades para poder sustentar o crescimento. Com a crise europeia, estagnação americana e bons resultados locais, o País conquistou ainda mais importância. A melhora na infraestrutura dos shoppings também impulsiona a mudança nesse mapa.
“A existência de empreendimentos adequados, ou seja, novos shoppings que estão alinhados com o perfil da Tiffany; e o aumento do PIB de outras cidades, impulsionou nossa decisão de ir para outras praças”, afirma Luciano Rodembusch, vice-presidente da Tiffany & Co. para a América Latina.
O fluxo, em um primeiro momento, segue para Brasília e Rio de Janeiro. O shopping Iguatemi, de Brasília, inaugurado em 2010, abocanhou parte dessa demanda. Estão lá: Burberry, Christian Louboutin, Ermenegildo Zegna, Gucci, Louis Vuitton, Missoni, Tiffany & Co, Swarovski.
Rio de Janeiro também trata de garantir sua cota premium. Daslu, Cris Barros, Cartier chegaram à cidade ano passado. Em novembro desse ano está prevista a inauguração do Village Mall, um shopping que já nasce com o conceito de luxo, onde já estão confirmadas Burberry, Ermenegildo Zegna, Gucci, Michael Kors, Dior Cosméticos,Montblanc, Carolina Herrera, Hugo Boss, Louis Vuitton, Cartier e Tiffany.
Mas a descentralização do consumo premium é ainda mais forte. A trinca Rio – São Paulo – Brasília continua como eixo principal, mas as marcas começam também a olhar para o sul do País. O grande impulso foi dado pelo projeto do shopping Pátio Batel, em Curitiba, previsto para ser inaugurado em março de 2013. Vão marcar presença: Louis Vuitton, Ermenegildo Zegna, Calvin Klein, Tiffany, Hugo Boss.
“Com a melhora da renda per capita no País está havendo uma despolarização gradativa dos centros de consumo. O shopping surge em um momento que Curitiba passa por uma ascensão no cenário nacional”, afirma Sonia Marques, gerente de marketing do Pátio Batel.
E a vontade de se espalhar pelo Brasil não é restrita às marcas presentes no varejo. A Victorinox, por exemplo, precisa também esquadrinhar bons pontos de venda para comercializar seus produtos em outras praças, além de Rio, São Paulo, Brasília.
“Apostamos em cidades como Curitiba, Porto Alegre, Salvador porque têm alto poder aquisitivo. Várias pesquisas comprovaram que a região sul e nordeste têm se mostrado um polo de consumidores que procuram grandes marcas”, afirma Karl Kieliger, diretor geral da Victorinox no Brasil. “Nossa meta é dobrar as vendas no País nos próximos quatro anos”, completa.
RUMO AO INTERIOR
Mesmo com o incremento do varejo brasileiro, há carência de espaços em cidades com clientes em potencial. O interior de São Paulo, por exemplo, é farto de consumidores interessados em rechear o armário com peças de marcas de luxo. Para atendê-los as grifes lançam mão de estratégias que passam ao largo do tradicional balcão e vendedora.
Montar operações de e.commerce é uma dessas artimanhas para chegar a clientes longínquos. Lançada em agosto, as vendas on-line da Daslu surpreenderam Patrícia Cavalcanti, diretora de marketing da empresa. “Já batemos todas as metas. Atingimos pessoas que moram longe e aspiravam comprar na Daslu. O público é composto por 60% de pessoas que moram fora de São Paulo e 40% de pessoas da cidade que são muito ocupadas”, diz.
Marcas como a Burberry incluíram o mercado brasileiro nas vendas virtuais. Já a Rimowa teve de criar uma loja na internet especialmente para o mercado brasileiro, lançada em setembro do ano passado. “Esse serviço é exclusivo do Brasil. Somos a única filial autorizada a ter operação de e.commerce. Isso mostra o potencial do consumidor brasileiro”, explica Sérgio Barreto, CEO da Rimowa.
Na Longchamp, muitas vezes a vendedora tem de contar com o Sedex para mandar uma bolsa para uma cliente de fora de São Paulo. A Gucci e Christian Louboutin têm serviço de vendas por telefone. A mercadoria é enviada também pelos Correios e o pagamento é feito com cartão de crédito.
A Tiffany também não mede esforços. Pode mandar vir uma peça de Nova York, enviar por “courier” uma joia para um comprador do interior ou mesmo despachar uma vendedora para atendê-lo “in loco”. “E eventos também fazem parte dessa experiência: damos palestras sobre diamantes, convidamos para conhecer uma coleção em primeira-mão, entre outras ações de relacionamento”, afirma Luciano Rodembusch.
Juliana Mariz
Moderação, para uma mente sã
Por Jairo Monson de Souza Filho / Médico
O Dr. Vincenzo Solfrizzi é médico geriatra na Itália. Ele é PhD em cancerogênese, envelhecimento e imunorregulação. É membro da Sociedade Italiana de Geriatria e Gerontologia, da Sociedade Italiana de Psicogeriatria e da Sociedade Italiana para o Estudo da Aterosclerose. É, também, pesquisador do Departamento de Geriatria da Universidade de Bari, na Itália. A sua linha de pesquisa está dirigida para a degeneração cognitiva, ou seja, perda de uma das funções mais nobres do cérebro – a percepção, o conhecimento. Tem estudos com óleos vegetais, bebidas alcoólicas e estilo de vida. Um de seus trabalhos avaliando o consumo de vinho e outras bebidas alcoólicas, foi publicado na revista Neurology – jornal científico da Academia Americana de Neurologia –, em maio do ano passado. Essa publicação teve grande repercussão no meio acadêmico e leigo, merecendo, inclusive, uma referência da prestigiada revista Time. Ele esteve em Bento Gonçalves, RS, em setembro desse ano, participando do II Simpósio Internacional Vinho e Saúde, quando abrilhantou o evento, mostrando este estudo. Ele, muito gentil, prontamente nos concedeu essa estrevista por e-mail, a qual contou com a valiosa colaboração de Bruna Vidor e Souza, na tradução.

Foto: Gilmar Gomes / Divulgação – Dr. Vincenzo Solfrizzi
Bon Vivant: O consumo de álcool previne contra demência?
Dr. Vincenzo Solfrizzi – Em pessoas idosas, o consumo de quantidades pequenas a moderadas de álcool está associado à redução da incidência de demência e da doença de alzheimer. No entanto, os artigos científicos partem do princípio de que os leitores entendem que a correlação não é causal, uma sutileza que pode passar despercebida por uma pessoa leiga. Em outras palavras, a maior parte das evidências focadas na relação entre ingesta de álcool e demência é derivada de estudos observacionais sem qualquer tipo de intervenção. Então, pode ser difícil distinguir os efeitos do álcool dos efeitos de outros fatores relacionados ao estilo de vida. Pessoas idosas que consomem regularmente uma taça de vinho, por exemplo, podem ser consumidores moderados justamente porque ainda desempenham atividades físicas, comem razoavelmente bem, são suficientemente saudáveis, a ponto de não utilizarem alguma medicação séria que impeça de beber, e possuem uma vida social ativa – todos os fatores que, como o consumo moderado de bebidas alcoólicas, têm sido relacionados a permanecer mentalmente saudável. É possível que um estilo de vida moderado em geral, o que obviamente varia de acordo com diferentes ambientes sócioculturais, proteja contra a deterioração cognitiva.
Bon Vivant: O senhor coordenou um estudo na Itália tentando esclarecer esse assunto. Poderia nos falar sobre ele?
Dr. Vincenzo Solfrizzi – Fizemos um estudo para estimar o impacto do consumo de álcool sobre a incidência de Distúrbio Cognitivo Leve e a sua evolução para demência. Avaliamos a incidência de Distúrbio Cognitivo Leve em 1.445 indivíduos sem Distúrbio Cognitivo Leve e a evolução para Demência, em 121 pacientes com Distúrbio Cognitivo Leve. Os pacientes tinham entre 65 e 84 anos e participam do Italian Longitudinal Study on Aging (ILSA), com um seguimento de três anos e meio. O nível de consumo de álcool foi verificado no ano antes do inquérito. Distúrbio Cognitivo Leve e demência foram classificados através dos critérios clínicos atuais. Os pacientes com Distúrbio Cognitivo Leve que eram bebedores moderados, ou seja, aqueles que consumiam menos de 1 dose por dia (aproximadamente 15 g de álcool), tinham menor taxa de progressão para demência do que os abstêmios (85% menos). Por último, não houve associação significativa entre os níveis mais elevados de consumo de bebidas alcoólicas (mais que 1 dose por dia) e a taxa de progressão para demência em pacientes com Distúrbio Cognitivo Leve versus abstêmios. Esses dados nos permitiram concluir que, em pacientes com Distúrbio Cognitivo Leve, até 1 dose por dia de vinho ou de bebida alcoólica pode diminuir a taxa de evolução paraa demência.
Bon Vivant: Quais são os possíveis mecanismos para essa proteção?
Dr. Vincenzo Solfrizzi – O mecanismo pelo qual o consumo baixo de álcool poderia proteger contra a progressão de Distúrbio Cognitivo Leve para demência ou contra a Síndrome da Demência é, até agora, desconhecido. Eu tentaria resumir da seguinte forma: o consumo de álcool pode proteger contra a demência por efeitos na vasculatura cerebral, sustentado na observação de que a ingesta moderada de álcool pode proteger contra AVCs. Na verdade, o uso leve a moderado de álcool está associado a uma menor prevalência de lesões na substância branca do cérebro definidas, em imagens obtidas por ressonância magnética e infartos subclínicos, embora anormalidades em ressonância magnética, níveis de colesterol HDL e níveis de fibrinogênio tenham influenciado apenas marginalmente a associação de consumo de álcool com demência em estudos de saúde cardiovascular. Além disso, a ingesta de leve a moderada de álcool tem sido associada a uma menor prevalência de eventos vasculares cerebrais e, em transportadores de uma lipoproteína específica, também à atrofia hipocampo e região das amígdalas cerebrais, quando avaliadas por ressonância magnética. Doses moderadas de álcool podem elevar as concentrações de prostaciclina, reduzir a geração de tromboxano A2 e inibir a função plaquetária. Também é sabido que o álcool está associado a níveis aumentados de colesterol HDL, suas subfrações HDL2 e HDL3 e suas apolipoproteínas associadas A-I e A-II. Todos esses fatores de proteção.
Bon Vivant:Todas as bebidas alcoólicas agem da mesma forma?
Dr. Vincenzo Solfrizzi – O consumo de vinho pode exercer um efeito protetor, seja pelo consumo do álcool propriamente dito, seja pelos efeitos antioxidantes dos polifenóis, ricamente presentes em vinho tinto, seja por ambos. Esses últimos, certamente, são independentes do álcool e, na verdade, têm sido associados também ao vinho tinto sem álcool. Processos que originam, modulam ou precipitam a deposição de amilóide beta no cérebro, tais como estresse oxidativo, em vez de processos vasculares, podem explicar melhor o desenvolvimento de doença de Alzheimer, e os efeitos vasculares do álcool constituinte de bebidas alcoólicas podem não ser o suficiente para explicar os efeitos protetores do consumo moderado de álcool contra a demência. A presença no vinho de componentes não-alcoólicos, como alguns antioxidantes em particular, poderia explicar o efeito diferenciado do vinho sobre a progressão da demência. Na verdade, destilados têm mostrado menos atividade antioxidante que o vinho. A adesão a estilos de vida saudáveis de um modo geral, abrangendo atividade física e hábitos alimentares saudáveis – como a dieta mediterrânea, na qual tradicionalmente está inserido o hábito de consumir vinho com moderação –, protege da degeneração cognitiva. As evidências são maiores para o consumo de vinho (sem diferença entre tintos e brancos), mas elas ainda não são conclusivas.
Bon Vivant: Quanto álcool é bom para neuroproteção e quanto pode causar dano cerebral?
Dr. Vincenzo Solfrizzi – Com o conhecimento atual, não se pode dizer com certeza qual quantidade de álcool é boa para neuroproteção. Na verdade, não há um consenso entre os trabalhos quanto ao nível ideal de consumo, e, embora a maioria dos estudos tenha relatado ser melhor o consumo de leve a moderado, quando se trata da incidência de declínio cognitivo ou demência, a classificação de ‘consumo moderado’ varia muito amplamente. Enquanto não há uma confirmação adicional, o aconselhável é um consumo moderado de álcool (menos de 150mL de um vinho a 12°GL por dia ou a quantia equivalente de outras bebidas alcoólicas), desde que não haja contra-indicações, e dentro do contexto de uma vida ativa e saudável.
Os Segredos da Floresta Negra
Por Giovana Zilli / Londres

Vilarejo de Obertsrot e os vinhedos que contornam o Castelo de Eberstein.
A águia sobrevoa os parreirais que cercam o castelo, como se fosse dona do lugar. Às vezes, ela para no topo de uma coluna e observa o vale. Apesar de já ser outono, algumas uvas ainda aguardam pela colheita, sob o sol escaldante e um tanto incomum para a época. Enquanto o tempo não chega, a vigilância da águia parece não ser o suficiente. Protegidas sob redes azuis, as últimas uvas maduras esperam pacientemente que a hora mágica da colheita chegue ao Castelo de Eberstein.
Estamos em Baden, uma das 13 regiões vinícolas da Alemanha. Localizada entre as montanhas da Floresta Negra e o rio Reno, Baden se distingue pela variedade de uvas Pinot que ocupam quase a metade de seus parreirais. Apesar de produzidos na terceira maior região vinícola da Alemanha, os vinhos de Baden não têm a mesma fama dos elaborados na vizinha Alsace, França, mas são igualmente encorpados e de boa qualidade.
Localizada numa das regiões mais quentes do país, Baden é a segunda maior produtora de vinhos tintos alemães, atrás de Württemberg. No entanto, o vinho tinto representa apenas um terço da produção nacional, já que a maioria dos alemães prefere os brancos – especialmente, os espumantes. Segundo o Instituto do Vinho Alemão, o consumo anual per capita de vinho espumante na Alemanha é de cinco litros, o maior do mundo.
Castelo de Eberstein
Uma visita ao bar do Castelo de Eberstein confirma a preferência nacional. Entre os copos de vinho, os brancos dominam absolutos. Construído em 1803 numa colina próxima ao vilarejo de Obertsrot, o Castelo de Eberstein hoje abriga um hotel de luxo. Para hóspedes e visitantes, uma das maiores atrações do lugar são os parreirais que forram a colina, a vista espetacular e as trilhas que circundam as videiras e continuam Floresta Negra adentro.
Uma dessas trilhas leva à vila medieval de Gernsbach, a menos de três quilômetros do castelo. Gernsbach é um dos inúmeros povoados que se espalham pela densa Floresta Negra e que no passado sobreviviam do comércio de madeira ao invés do atual turismo. Todos os anos em setembro, durante um fim de semana, a vila celebra suas tradições medievais com o festival Altstadtfest. Bancas com pratos locais, um mercado medieval e a encenação do transportar de toras de madeira pelo rio são as principais atrações. A balsa construída com as toras é motorizada e pode levar até vinte pessoas. Ao contrário de seus prováveis ancestrais, os passageiros ainda têm o luxo de beber vinho durante o percurso. Nas bancas de comida, schupfnudeln (uma massa cozida com chucrute e bacon) só perde em popularidade para as tradicionais salsichas.
Floresta Negra
Com 12 mil quilômetros quadrados, a Floresta Negra ocupa uma superfície maior que a da Lagoa dos Patos. A origem do nome é tão antiga quanto a própria floresta, e remete ao tempo dos romanos, que batizaram a área “silva nigra”, devido à pouca quantidade de luz que penetrava através da vegetação densa de coníferas. Séculos depois do Império Romano, a Floresta Negra parece impenetrável apenas à distância. Inúmeras trilhas percorrem a área de ponta a ponta ou de cima a baixo, para quem gosta de montanhismo, já que o ponto mais alto da região fica a 1.493 metros. Com essa altitude, não admira que no inverno o lugar se transforme em paraíso para os esquiadores.
É fácil encontrar pousadas com restaurante em quase todos os vilarejos da Floresta Negra. A maioria dos pratos oferecidos nos cardápios são especialidades locais, e muitas vezes preparados pelos proprietários. Para quem logo pensou no bolo Floresta Negra como sobremesa, cabe lembrar que ninguém sabe ao certo de onde veio a receita. O nome parece ser indicação óbvia, mas é na verdade, referência a um ingrediente do bolo: o licor Kirschwasser, produzido originalmente com cereja amarena ou ginja da Floresta Negra. Sem controvérsia de origem, apfelpfannkucen, uma espécie de panqueca de maçã, é um dos favoritos na seção dos doces.
Spätzle é um tipo de massa bem macia, a base de farinha de trigo e ovos, mas que mais parece um híbrido do gnocchi. A maioria dos pratos principais são à base de carnes, peixes defumados, cogumelos, salsichas e outros embutidos, apesar da influência da cozinha francesa. O presunto da Floresta Negra é maturado por três meses antes do consumo. Normalmente acompanhado por pão de centeio integral, é iguaria conhecida internacionalmente.
Curiosidade
Desde 1949, a Rainha do Vinho Alemão é eleita entre treze candidatas que representam as regiões vinícolas do país. Além de beleza, as três escolhidas têm que mostrar que realmente entendem de vinho e estarem disponível para divulgar o vinho alemão. Durante um ano, as eleitas dedicam-se integralmente ao trabalho de divulgação, participando em torno de 250 eventos nacionais e internacionais. Mandy Grossgarten, 22 anos, estudante de Química e representante da região vinícola de Ahr, foi a escolhida esse ano por um júri de 80 pessoas, incluindo enólogos, políticos e jornalistas. As princesas são das regiões de Franken e Baden.
Durante o evento de escolha, as candidatas passam por um teste em que identificam vários vinhos locais, apresentam uma palestra sobre vinhos alemães, além de participarem em outras atividades que envolvem conhecimentos sobre as regiões vinícolas alemãs.
Esse ano, a escolha aconteceu em outubro, e desde então, as soberanas não tiveram sossego. De eventos locais a exposições internacionais, como a Wine Expo de Shanghai, quando o assunto for vinho alemão, a presença das garotas é garantida.
Safra 2010: Mau tempo e baixa produtividade
A produção vinícola na Alemanha será a menor dos últimos 25 anos, com apenas sete milhões de hectolitros, segundo o Instituto do Vinho Alemão. Isso representa 25% a menos que os resultados da safra 2009. “A razão dessa baixa produtividade é principalmente as baixas temperaturas durante o período de floração”, explica Norbert Weber, presidente da Associação Alemã de Vitivinicultores. “O mau tempo também contribuiu para isso, durante a época de maturação. Sem dúvida, 2010 não foi um ano fácil para os produtores.” No entanto, ele acredita que os vinhos Spätlese, ou de colheita tardia, serão beneficiados em termos de qualidade, devido às altas temperaturas de outubro. Quanto à produção de vinho de gelo, Weber acredita que a maioria dos produtores não vai arriscar a colheita de inverno, por causa da baixa produtividade desse ano
Azimut Magellano 50, mais um prêmio
E o sucesso da linha Magellano da Azimut Yachts continua. Neste mês, a Magellano 50 foi a grande vencedora do prestigiado ‘2011 UIM Environmental Awards’, concedido pela Union Internationale Motonautique por sua tecnologia, pelo excelente serviço de pós-venda e pelo grande compromisso do modelo na preservação ambiental.
O presidente da Union Internationale Motonautique, Raffaele Chiulli, entregará pessoalmente o prêmio à Azimut Yachts em uma cerimônia de gala marcada para o dia 11 de fevereiro de 2012, na magnífica Salle des Etoiles em Monte Carlo, no Principado de Mônaco.
A Azimut Magellano 50 foi lançada no 50⁰ International Boat Show de Gênova, em 2010, na Itália. Apenas um mês após sua estréia, a Magellano 50 foi apresentada no Barcelona International Boat Show, na Espanha, onde foi aclamada pelo público e pela mídia.
O nome Magellano, que caracteriza esta linha e já batiza a Magellano 74 da Azimut, é uma homenagem a Fernão de Magalhães, exímio navegador português que, a serviço do rei da Espanha, planejou e comandou a expedição marítima que fez a primeira viagem de circum-navegação ao mundo.
A Magellano 50 conta com o primeiro casco new classic da Azimut a oferecer grandes janelas no deck inferior, além de ser o primeiro yacht de 50 pés com um grande ambiente externo na proa, que conta com mesa e assentos para 8 convidados.
Outra característica importante da Magellano 50 é a possibilidade de configurar o deck inferior com 4 plantas diferentes, oferecendo ao proprietário a possibilidade de escolher o layout que melhor satisfaz suas necessidades. Neste pavimento, a Magellano 50 conta com uma ampla suíte para os proprietários ao centro do casco e a suíteVIP na proa.
A grande diferença é o novo sistema de propulsão Easy Hybrid, um projeto exclusivo da Azimut Benetti, que proporciona à Magellano 50 navegar a 8 nós (15 km/h) utilizando motores elétricos, em silêncio absoluto, com muita tranquilidade e controle.
A Magellano 50, por conta de seu sistema de propulsão Easy Hybrid, recebeu o certificado Green Plus da RINA – Royal Institution of Naval Architects. Sua revolucionária motorização é composta por 2 motores Cummins de última geração, com 425 cv de potência cada, com gerenciamento de controle de combustível.
O sistema Easy Hybrid é composto por 2 motores elétricos de 20 kW, conectados a baterias recarregáveis. Até atingir 8 nós de velocidade, o Magellano 50 pode locomover-se apenas com os motores elétricos. A partir desta velocidade, os motores movidos à diesel são acionados automaticamente.
A linha de iates Magellano foi concebida para longos passeios em quaisquer condições do mar e do tempo, inclusive nas piores. Por esta razão, a Magellano 50, classificada na categoria de iates de semi-deslocamento outrawler, teve seu casco projetado por Bill Dixon, consagrado projetista de barcos e veleiros considerado mundialmente como os melhores em suas categorias.
Dados técnicos:
Comprimento: 15,6 m
Largura: 4,6 m
Peso em ordem de marcha: 25 t
Velocidade máxima: 22 nós (40 km/h)
Tanque de combustível: 3.000 l
Reservatório de água: 700 l
Confira abaixo a galeria de fotos e todos os detalhes da Magellano 50, o primeiro motoryacht de 50 pés, capaz de navegar com grande respeito ao meio ambiente.
Redação Blog do Luxo – Todos os direitos reservados www.blogdoluxo.com
Azimut Magellano 50, Blue Hull, Green Soul.
Preço: € 875.000 (sem impostos e frete)
Para mais informações, visite o site: www.azimutyachts.com
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Confeitaria Colombo, Rio de Janeiro
Inagurada em 1894 pelos imigrantes portugueses Joaquim Borges de Meireles e Manuel José Lebrão, a Confeitaria Colombo conserva intactas, até os dias de hoje, sua essência e sua tradição: oferecer produtos de altíssima qualidade, em meio a uma atmosfera histórica e um serviço impecável. Foi assim que um dos endereços mais requintados do Rio de Janeiro tornou-se patrimônio cultural e artístico do Brasil.
Localizada no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, a Confeitaria Colombo atrai turistas de todas as partes do Brasil e do mundo, que vêm em busca de saborosos docinhos, salgados feitos na hora e um invejável serviço de chá, digno da realeza britânica.
A arquitetura rebuscada dos salões retrata alguns períodos da história do Rio de Janeiro, como a Belle Époque, considerada a era de ouro e da beleza, na época em que a cidade era a capital da República.
Entre 1912 e 1918, os salões passaram por uma reforma e ganharam um toque Art Nouveau, com enormes espelhos de cristal trazidos da Antuérpia, que contam com o acabamento de elegantes molduras talhadas manualmente em madeira de jacarandá. O mobiliário e a decoração em madeira foram esculpidos na mesma época pelo artesão Antônio Borsoi.
Em 1922, a Confeitaria Colombo teve suas instalações ampliadas para a construção de um segundo andar, onde funciona um majestoso salão de chá. Ali, o teto foi decorado com lindos vitrais coloridos, que oferecem um rico contraste às bancadas em mármore italiano.
A preciosidade dos salões da Colombo, como é carinhosamente conhecida pelos cariocas, serviu de palco para recepções e banquetes ilustres, como a visita do rei Alberto (Bélgica) em 1920, da rainha Elizabeth (Inglaterra) em 1968, ou mesmo de políticos, escritores e artistas, que marcaram a história. Entre os famosos clientes brasileiros estão Chiquinha Gonzaga, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Villa-Lobos, Lima Barreto, José do Patrocínio, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
Não restam dúvidas que o ambiente da Colombo é extremamente agradável e suntuoso. Mas para os bons gourmands, o que realmente interessa são as deliciosas receitas que saem da cozinha da confeitaria, algumas delas centenárias, como o Camarão Recheado, criado em 1910. O Biscoito Leque (gaufrettes) e os petit-fours de castanha-de-caju datam da década de 20, e são imperdíveis, assim como os ‘Rivadávia’, discos de pão de ló recheados com doce de leite e cobertos por um fondant cremoso. Criado em 1930, diz-se que o bolo foi feito em homenagem a Rivadávia Corrêa, ministro da Justiça e Negócios Interiores (1910-1913). Além destes, casadinhos, pasteizinhos de nata, trouxinhas de ovos, bolinhos de bacalhau imperial, e sorvetes estão entre o irresistível cardápio do Chá das Cinco servido diariamente pela Confeitaria Colombo, em brilhantes baixelas de prata portuguesa e alvas louças da Cia. Vista Alegre.
Uma visita à Confeitaria Colombo é muito mais que apenas um motivo gastronômico, mas uma experiência rica em cultura e história.
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 32, Centro – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2505-1500
Horário de funcionamento:
- Segunda a sexta, das 09 às 20:00h
– Sábados e feriados, das 09 às 17:00h
Aceita todos os cartões de crédito
Para maiores informações, visite o site: www.confeitariacolombo.com.br
Crédito das fotos: RvonKruger Fotografia




























































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