Palácio de Karnak
Av. Antonino Freire – Centro
Origem de Karnak
Karnak era povoação do Alto Egito, célebre pelas ruínas de um majestoso templo dedicado a Amom, conhecido por Templo de Karnak, desaterrado depois de 1898 pelo egiptólogo Legrain, uma das ruínas mais curiosas da região de Tebas, pouco distante do rio Nilo.
No Piauí, nos últimos anos de império, o magistrado Gabriel Luís Ferreira mantinha o educandário “Instituto de Karnak” na área e instalação predial primitiva e depois, Governador do Piauí na era republicana, vendeu o prédio ao barão de Castelo Branco que ocupou como residência familiar, com o nome original: “Solar de Karnak”.
Em 1924, o Governador João Luís Ferreira comprou o prédio por cem contos de réis, mas no Governo Matias Olímpio de Melo, Karnak passou a funcionar como sede do Governo do Piauí (1926).
Nos trabalhos de adaptação de Karnak a palácio oficial, o engenheiro Luís Mendes Ribeiro Gonçalves mandou grafar o nome no pórtico da casa governamental, com pleno consentimento do Governador Matias Olímpio, configurando-se aí a simbologia histórica do templo egípcio e a reverência do título dado ao prédio piauiense”: Palácio de Karnak.
O acervo histórico conta com valioso testemunhal artístico: a pinacoteca, pinceladas por deslumbrantes quadros de pintores piauienses; Píndaro, Costandrade, Dora Parentes, Afrânio e Italiano Flavani, mestres da forma e cor, emolduram a expressão visual das paredes de Karnak.
Representativa e insigne é a obra que ilustra a Batalha do Jenipapo: O pintor Almir Gadelha mostra com invulgar sentimento o sangrento episódio entre as tropas portuguesas chefiadas por mais de 400 homens, heróis do Jenipapo que o Piauí enaltece e destaca na memória histórica, inserida com louvor no acervo do Palácio de Karnak.
A decoração mobiliária tem peças confortáveis e anatômicas adornadas por rendeiras de Pedro II e móveis de entalhamento rústico e neoclássico burilados por artesãos piauienses, combinados com bom gosto e sensibilidade a lustres de cristal Bacarat, espelho veneziano, castiçais de prata P’Coroa e jarro de cristal Murano entre vasto artesanato da terra, compondo o ambiente palaciano adequadamente enobrecedor, misto de beleza e esplendor: Emilé Gallé, vidraceiro francês de inspiração “Art Noveau”, pontifica com vasos opacos e púcuros transparentes na sutileza decorativa de avulsos do palácio.
Espaço de Karnak
O espaço interior do palácio é simples, prático e confortável, onde se abrigam as múltiplas atividades de assessoramento e apoio ao chefe do governo estadual. No pavimento térreo funciona a estrutura oficial e no andar superior, construído por necessidade de área suplementar sem alterar o exterior do conjunto arquitetônico, a atividade de apoio administrativo. A fachada principal, sóbria e imponente, constitui-se de volume vertical retilíneo, de formas recortadas com frontões triangulares apoiados em mísulas sobre as vergas da janela, peitoris de balcões repousados em balaústres fônicos, com frisos de adereços que se ornam as faixas sinuosoidais emparelhadas, formando uniforme linha perfil exterior. O pórtico palaciano tem cobertura ensarrilhada de duas águas, sob entalamento horizontal com platibandas de comija e nervuras que se estendem a todo curso perimentral da edificação. Sustentado por seis colunas de estilo grego, tipo dórica, tem capitel avançado sobre frute com bocel de meia cana.O pórtio parte frontal da fachada e entrada principal do palácio, portal de honra e cerimonial de Karnak.
Ordem Renascença
De tradição universal, a comenda honorífica representa o preito de homenagem da sociedade civilizada aos vultos notáveis. O Piauí tem a Ordem Renascença, comenda de mérito e relevo criada no primeiro governo de Alberto Silva, instituída pela Lei n°1.962 de 17 de fevereiro de 1975, sob a inspiração intelectual de Armando Madeira Bastos e Arimathéia Tito Filho, homens de sábia participação na educação e cultura piauiense.
A ordem Renascença agracia ilustres personalidades, caras e fraternas ao Piauí e seu povo.
Karnak e os Tempos
Ao longo da existência de Karnak com sede do Governo e residência oficial, o Palácio foi palco de situações inusitadas como viveu o tenente Moisés Castelo Branco Filho, prisioneiro do movimento militar que levou Getúlio Vargas ao poder em 1930 e esteve detido em Karnak durante mais de 40 dias: “Em conforto e instalações o Palácio era uma vergonha para o Estado do Piauí”.
Outro fato curioso acontecido em Karnak, foi protagonizado pelo cabo do Exército Amador Vieira de Carvalho que prendeu o interventor Landri Sales e tomou conta da administração por dois dias.
O Palácio teve as instalações melhoradas nos Governos de Chagas Rodrigues e Petrônio Portela, mas a grande reforma com marcante ampliação foi realizada pelo Governador Alberto Silva, que redimensionou o espaço físico interno e deu feições exteriores condignas e belo paisagismo ao Palácio, quando deixou de acumular os aposentos residenciais, sendo exclusivamente sede protocolar do Governo do Estado.
Palácio da Cidade
Praça Marechal Deodoro, 954 – Centro
Sede da Prefeitura de Teresina
A sede do poder municipal é um importante prédio. Trata-se de uma das mais antigas edificações da cidade. Fica no centro de Teresina, próximo à Igreja do Amparo, ao Rio Parnaíba e ao lado da Praça da Bandeira. Hoje, abriga a Prefeitura Municipal e algumas das secretarias municipais, transformadas recentemente em Superintendências de Desenvolvimento Urbano.
O Palácio da Cidade de Teresina é a sede da Prefeitura, desde 1984. Trata-se de uma das mais antigas edificações da cidade, onde antigamente funcionava a Escola Normal. A sua construção foi iniciada em 1920 e concluída em 1924 . De inspiração Greco-Romana, é um belo edifício neoclássico com escadarias e luminárias em sua entrada, cuja fachada exibe uma balaustrada superior e colunas Jônicas, com balaústres também em suas janelas.
O edifício é ricamente ornamentado, tendo sido reformado em 1984 pelo arquiteto Acácio Gil Borsói para abrigar a Prefeitura Municipal.
Hoje, além de abrigar a Prefeitura Municipal sedia algumas das secretarias municipais, transformadas recentemente em Superintendências de Desenvolvimento Urbano e é o lugar das discussões referentes à cidade. Tem um espaço aberto para a exposição permanente de artes plásticas. Localiza-se no centro de Teresina, próximo à Igreja do Amparo, ao norte do cais do Rio Parnaíba e ao lado da Praça da Bandeira.
Palácio da Justiça Federal
Av. Antonino Freire – Centro
Palácio Pirajá
Rua João Cabral, 2231 – Pirajá
Palácio Petrônio Portella
Rua Acre, S/N – Cabra
Palácio Arcebispal
ou Arquiepiscopal de Teresina é a residência ou local de trabalho do arcebispo, título hierárquico da igreja católica conferido a alguns bispos.
A residência oficial dos bispos de Teresina, Estado do Piauí, que data de 1925, foi projetada por um arquiteto austríaco e construída em estilo eclético.
Fica na Avenida Frei Serafim nº 3200 e nela reside, atualmente, o Arcebispo Dom Sérgio da Rocha. Ali se tomam as principais decisões religiosas da Arquidiocese de Teresina.
Arquidiocese de Teresina
A criação da Diocese do Piauí, primeira circunscrição eclesiástica do Estado e a vigésima na ordem cronológica das criações das dioceses do Brasil, foi fruto de um longo e complexo processo, que durou mais de oitenta anos constituindo, assim, um dos mais longos na história de criação das dioceses no Brasil; devido à circunstância histórica política e religiosa pela qual passavam a Igreja e o Estado no Brasil, durante todo o período imperial, na transição Império-República e nos primeiros anos deste novo regime. A criação da diocese aconteceu graças à incansável persistência do clero e de autoridades piauienses que só cessaram o trabalho quando consumado.
Aconteceu em dois períodos distintos e característicos que vão desde 1822 a 1901: O primeiro período foi marcado por propostas de clérigos e políticos da Província durante o regime imperial. O segundo período foi marcado por uma ação mais acentuada do clero, quando entrou em ação o Mons. Joaquim de Oliveira Lopes, vigário de Itamarati (Pedro II). Mons. Lopes encontrou um forte aliado que foi o Mons. Raimundo Gil e o apoio de algumas autoridades políticas.
Através da bula Supremum Catholicam Ecclesiam, o Papa Leão XIII criou a Diocese do Piauí em 20 de fevereiro de 1901. No entanto a bula só veio a ser publicada e promulgada em 6 de janeiro de 1903. A mesma determinava: o desmembramento da diocese do Piauí da diocese do Maranhão, a cidade de Teresina como sede episcopal e Igreja de N. Sra. das Dores como catedral da nova diocese. O primeiro bispo eleito foi o Mons. Antonio Fabrício de Araújo Pereira que não aceitou a dignidade e conseguiu da Santa Sé a dispensa do episcopado.
A Primeira circunscrição eclesiástica criada e desmembrada da diocese do Piauí foi a prelazia de Bom Jesus do Gurguéia em 20 de julho de 1920. Seguindo a criação da diocese de Oeiras-Floriano e a de Parnaíba, em 16 de dezembro de 1944, quando passou a denominar-se diocese de Teresina pela Bula Ad Dominici gregis bonum do Papa Pio XII. Foi elevada a Arquidiocese e Sede Metropolitana formando a Província Eclesiástica do Piauí em 9 de agosto de 1952 pela BulaQuaemadmodum insignis do Papa Pio XII. Posteriormente foram criadas as dioceses de São Raimundo Nonato, Bom Jesus, Campo Maior e Picos. Ficando assim formada a Província eclesiástica do Piauí de sete dioceses, que também compõem o Regional NE IV da CNBB.




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