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Características

Feriados Municipais
16 de Agosto (aniversário de Teresina) • 08 de Dezembro (N.S. da Conceição)

Geografia

Com uma latitude de 5°5’20 sul e longitude de 42°48’07 oeste, localiza-se próximo à divisa com o Maranhão, ao oeste do estado, em uma altitude de 72 metros, em média. A cidade é separada da cidade de Timon (Maranhão) pelo Rio Parnaíba.

A parte central da cidade está situada entre o Rio Parnaíba e o Rio Poti, pertencentes à bacia hidrográfica do Rio Parnaíba. Por essa característica, há quem chame a capital piauiense de Mesopotâmia do Nordeste.

Na zona norte da cidade, os dois rios se unem e transformam-se em um só leito em direção ao Oceano Atlântico. No lugar há um parque ambiental, com mirantes, para que a paisagem possa ser apreciada bem de perto. Lá também é possível encontrar algumas peças de cerâmica do rico artesanato de Teresina e um monumento que ilustra a lenda do Cabeça de Cuia, personagem do folclore local.

  • Teresina é banhada por dois rios: o Rio Poti e o Rio Parnaíba. Os dois também se unem e deságuam diretamente no oceano.
  • Teresina é a maior capital nordestina em extensão territorial, com 1.755,698 km².

Teresina possui clima tropical semiúmido com duas estações características: o período das chuvas (que ocorrem no verão e outono) e o período seco (que ocorre no inverno e primavera).

De janeiro a maio, devido às chuvas, o clima é frio e úmido (quando há possibilidade de ocorrer neblina nas manhãs); de junho a agosto o clima começa a ficar mais seco com noites relativamente frias; de setembro a dezembro o clima se torna mais quente e abafado, podendo começar a ocorrer algumas pancadas de chuva a partir de novembro.

Uma peculiar característica das chuvas da cidade é por serem rápidas e muito intensas, havendo vendavais, grande força das águas e trovões impressionantes. A incidência de raios também é muito comum, por isso, o local onde está situada Teresina é conhecido como Chapada do Corisco. A precipitação pluviométrica anual situa-se em torno de1.500 mm.

Quente a maior parte do ano, Teresina possui uma temperatura média em torno dos27 °C, tendo mínimas de20 °Ce máximas de35 °C. A mínima já registrada em Teresina foi de14 °Cem um mês de fevereiro, já nos meses mais quentes a máxima pode chegar aos40 °C, principalmente no mês de outubro. Estas oscilações são amenizadas pela contribuição dos ventos que tornam o clima mais agradável. A qualidade do ar de Teresina é considerada boa, exceto no período mais seco, quando a umidade relativa do ar cai, e há ocorrências de queimadas.

O centro da cidade localiza-se em uma depressão, e na maior parte da área do município, o relevo é bastante plano, com destaque para a região do bairro Monte Castelo (zona Sul), onde se verificam as maiores altitudes, e as adjacências dos bairros Satélite e Vila Bandeirante (ambos na zona Leste), onde existem muitos morros.

Vegetação

Situada numa zona de transição entre o Nordeste e a Amazônia (Meio-Norte), Teresina é cercada pela mata dos cocais, cerrados e cerradões, onde pode se ver muitas carnaúbas, babaçuais, buritizeiros, jatobás, caneleiras, ipês, e muitas outras árvores de médio porte. Na região de Teresina há também remanescentes de Mata Atlântica, o que dá a paisagem uma cobertura arbustiva muito rica e densa.

Teresina tem mais áreas verdes do que o recomendado pela ONU, e concilia seu progresso com o respeito ao meio ambiente. Isso garante à Teresina o título de ‘Cidade Verde’.

Hidrografia

A cidade é cortada pelos rios Parnaíba e Poti, que se encontram no Parque Ambiental do Encontro das Águas (zona Norte). Nas proximidades dos rios existem muitas lagoas, principalmente na área “mesopotâmica”

Demografia

A população da cidade de Teresina é de 802.537 habitantes,sendo assim a maior do Piauí e a 22ª no Brasil. Tal população encontra-se espalhada numa área de 1.755,7 km² o que lhe confere uma densidade demográfica de 444,2 hab./km². A sua área metropolitana Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, composta pela capital e os municípios de Altos, Beneditinos, Coivaras, Curralinhos, Demerval Lobão, José de Freitas, Lagoa Alegre, Lagoa do Piauí, Miguel Leão, Monsenhor Gil e União, no Piauí, além de Timon no Maranhão, tem mais de 1,15 milhão de habitantes.

O boom populacional ocorreu principalmente a partir década de 50, época de construção das grandes rodovias no Piauí. Em quase 60 anos, a capital saiu dos 90 mil para os atuais quase 800 mil. Tal fato é uma das marcas da centralização dos serviços do estado na capital, que levou a multiplicação das vilas e favelas na periferia do município. Uma das curiosidades relacionadas a esse período é que Teresina possui hoje a segunda maior favela originada a partir de uma invasão de terras em toda a América Latina, a Vila Irmã Dulce, local onde somente 8% da população local tem acesso à água potável e 90% da população sobrevive com meio salário mínimo por mês.

O bairro mais populoso de Teresina é o Dirceu Arcoverde, com mais de 200 mil habitantes, que se localiza na zona Sudeste da capital e que surgiu da união de vários conjuntos habitacionais construídos pela extinta COHAB (Companhia de Habitação do Piauí). Devido a grande concentração populacional, o bairro conta com um intenso fluxo comercial e há alguns anos tentou, sem sucesso, sua emancipação de Teresina.

Socialmente, Teresina possui o melhor IDH do Piauí, e um dos maiores níveis de desigualdade e concentração de riqueza do Brasil. É notável, nos últimos 20 anos, um crescimento desordenado da periferia com aumento substancial do número de invasões e favelas (popularmente as vilas), culminando com uma forte especulação imobiliária o que cria vazios de urbanização dentro do sítio urbano.

A rede de saneamento básico da cidade ainda é deficiente, o que provoca um aumento de doenças relacionadas a contaminação da água com dejetos domiciliares. Tal fato é marcante na zona Norte de Teresina que possui um complexo sistema de lagoas fluviais, envoltas de favelas com pouquíssima infraestrutura. Este quadro deve mudar nos próximos anos com o projeto “Lagoas do Norte” da Prefeitura de Teresina que deve urbanizar a região.

A contaminação das águas por esgotos residenciais é marcante nos meses de setembro a dezembro, nos quais há elevação das médias térmicas e aumento da atividade biológica das lagoas urbanas e rios, culminando com a eutrofização das primeiras e o aumento no número de aguapés no rio Poti, formando um verdadeiro tapete verde que impede a penetração da luz do sol no manancial, acarretando em alterações do ciclo biológico das espécies nativas e na economia pesqueira, ainda muito forte na capital.

Clima
Tropical megatérmico com duas estações: no inverno é frio e úmido, de janeiro a maio, no verão é quente e abafado de setembro a dezembro e noites frias de junho a agosto com clima seco e aconchegante. A precipitação pluviométrica anual situa-se em torno de1.500 mm

Temperatura
A temperatura média é de 28ºC, a mínima é de 22ºC e a máxima chega até 42ºC. Estas oscilações são amenizadas pela contribuição dos ventos, que tornam o clima mais agradável no périodo noturno. A qualidade do ar de Teresina é considerado muito bom.

Área
Segundo o IBGE – Teresina tem uma área de 1.679,8 Km2

População
A população da capital é de 715.360 habitantes, sendo 676.698 na área urbana e 37.885 na área rural conforme o Censo do IBGE de 2000. Se tomarmos um raio de100 Km de circunferência, a “grande Teresina” atinge uma população de 1.364.598 habitantes.

Aspectos Econômico
Teresina cresceu verticalmente nos últimos 10 anos assim como a construção civil. Hoje é um dos maiores centros de referência na área de saúde atendendo a cidadãos oriun-dos de estados do Maranhão, Tocantins, Pará, Ceará, Goiás, Roraima e Rondônia dentre outros. O comércio, porém é o forte da economia, absorvendo mais de 60% da mão de obra tanto na indústria de transformação e beneficiamento de matéria-prima quanto na téxtil, produção de alimentos e serviços. O Produto Interno Bruto é superior a dois bilhões de reais. A arrecadação média mensal de ICMS é acima de 7,5 milhões de reais. Já o ISS arrecada mais de 1,8 milhão de reais.

Limites
Situada na região centro-norte do Piauí, Teresina limita- se ao norte com União e José de Freitas; ao sul, Monsenhor Gil e Palmeirais; ao leste, Altos e Demerval Lobão; e a oeste, estado do Maranhão.

Hidrografia

Teresina é banhada por dois rios perenes: Parnaíba e Poti. O primeiro que nasce na Chapada
das Mangabeiras, no extremo sul do estado e recebe o nome de Riacho Águas Quentes,
percorre 1.485 Km até o mar formando o único delta das américas e ainda serve de fronteira,
em toda sua extensão, entre os estados do Piauí e Maranhão. O rio Poti nasce no vizinho es-
tado do Ceará, percorre 450 Km atravessando o Piauí no sentido oeste/leste e deságua no
Parnaíba ao norte da capital formando o encontro dos rios, um dos mais belos cartões postais,
tornando um espetáculo natural de rara beleza de onde se pode assistir a um belo pôr-do-sol.

Formação Étnica, Cultural e Populacional

O Piauí e sobretudo a capital Teresina, tráz influências e manifestações culturais de três ele-
mentos: O índio com seus costumes, superstições, uso das plantas na medicina alternativa,
culinária diversificada e artes manuais; o negro que além das características étnicas, herda-
mos algumas práticas de cultivar a terra, habitações, seitas, religiões, dança e música; o
branco, colonizador português que nos deixou como herança traços linguísticos, a religião
católica, modos de produção industrial, arte, poesia e literatura.

Cidade Verde

O escritor Coelho Neto, em discurso durante um baile no Theatro 4 de Setembro, dia 28
de junho de 1899 denominou a capital do Piauí como sendo a “Cidade Verde” do Brasil.
Mas Teresina é conhecida atualmente como: ”capital extratégica de negócios do Meio
Norte” ”referência de saúde do Nordeste” e ”cidade festeira e acolhedora”.

Segurança e Fé

Teresina é hoje a terceira capital mais segura
do Brasil e a mais religiosa do Nordeste

Gentilico

Teresinense

Município de origem

Campo Maior e Valença do Piauí

Micro-região

Teresina

Altitude

70 metrosacima do nível do mar.

Latitude Longitude

05´05´21” 42º48´07”

Origem Histórica

Vila do Poty – Ano de criação: 1832 – Instrumento Legal: Dec. da Reg. do Império, de 06.07.1832 (Chapada do Corisco)

Nova Vila do Poty – Ano de criação:1851 – Instrumento Legal: Instalada em 20.10.1851

Cidade de Teresina – Ano de criação: 1852 – Instrumento Legal: Resolução Provincial nº 315, de 21.07.1852

Instalada em 16 de agosto de 1852

BAIRROS DE TERESINA – RESUMO HISTORICO

Pio XII

A população da área denominou-se de Pio XII em homenagem ao Papa da Igreja Católica Apostólica Romana. Italiano de nome Eugênio Pacelli, nascido em 1876, em Roma, o Papa Pio XII morreu em 1958, em Castelo Gandolfo, na Itália.
Foi docente de Direito na Academia Pontifícia dos Nobre Eclesiásticos. Antes de assumir o papado em 1939, foi nomeado por Pio X secretário da Congregação de Negócios Extraordinário. Foi núncio em Munique, legado papal em Buenos Aires e secretário de Estado do Vaticano.
Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial lutou por fazer de Roma uma “Cidade Aberta”. Em 1946 internacionalizou a Igreja nomeando 28 cardeais não italianos entre os 32 novos membros do Sacro Colégio. Excomungou os comunistas em 1949; com a Encíclica Fidei Domus tratou das questões africanas e com a Miranda Prorseus abordou o papel do rádio, televisão e cinema. Lutou, em 1955, pela interdição das armas nucleares.

São Cristóvão

ficou assim conhecido porque no dia 25 de julho, dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, essa categoria fazia peregrinação até o balão da Estrada União Fortaleza (balão do São Cristóvão), onde o presidente do Sindicato dos Taxistas, motorista Calado, construiu um monumento.
Nesta área, foi construído o conjunto do IAPEP, no inicio de 1970, e o conjunto Maloca (1971), da construtora Lourival Parente.

São João

A área, onde havia muitas palmeiras, era chamada pejorativamente de Macacal. Os moradores, insatisfeitos com essa denominação, adotaram o nome São João que designava um sítio existente no local, de propriedade da família de Adolfo Alencar. Também se chama São João a igreja há muito construída no bairro, sob a responsabilidade das Irmãs dos Pobres de Catarina de Sena.

Zoobotânico

O nome do bairro está relacionado ao Parque Zoobotânico, ali localizado uma grande extensão de terra destinada à preservação da fauna e flora. No bairro situa-se, também, o Colégio Agrícola.O zoobotânico, Fundação estadual criada pela Lei N° 3/49, de 6 de julho de 1972 fica à margem direita do rio Poti, na rodovia Teresina- União.

Planalto Ininga

O bairro se localiza em uma parte da antiga Fazenda Ininga, que originou o seu nome.

Planalto

está localizado na área alta da antiga fazenda Ininga e chamava-se Planalto Ininga. Em 1988, com o II Plano Estrutura de Teresina-PET, oficializou-se apenas o nome Planalto.

Satélite

Criado pelo então prefeito Joffre do Rego Castelo Branco, inicialmente o bairro se chamava, Cidade Satélite a exemplo das cidades satélites de Brasília. A área foi descaracterizada com a doação de muitos terrenos para construção de clubes. Em 1988, com o II Plano Estrutural de Teresina-PET, oficializou-se apenas o nome Satélite.

Vermelha

O solo da área é formado por barro vermelho, por isso chamou-se Quinta Vermelha, a quinta de Laurindo Veloso, o mais antigo morador da região. Com o povoamento manteve-se o nome Vermelha. Neste bairro havia a Lucaia, uma fábrica de algodão, estabelecida nas proximidades da Secretaria Municipal de Transportes Público(entre as Ruas Riachuelo e Firmino Pires). Passou-se, então, a chamar de Lucaia o trecho entre a fábrica e o local onde hoje se localiza o Centro Administrativo. Mesmo nos nossos dias há quem se refira à Lucaia, na Vermelha.

Macaúba

Foi assim chamado porque lá havia grande concentração de macaúba, palmeira de fruto amarelo-pálido. Já foi conhecido também por Bairro dos Carvoeiros já que muitos de seus habitantes viviam dessa atividade, favorecida pelos grandes depósitos de carvão vegetal na área.

Vila Operária

A região era conhecida por Vila de Abreu. Mais tarde, os operários que trabalhavam na construção da Estrada de Ferro ali fixaram residência e a região passou a ser chamada de Vila Operária.

Mafuá

Na década de 20, quando dos trabalhos de nivelamento da Estrada do Cabo (Av. Circular e hoje Av. Miguel Rosa) para a colocação dos trilhos da Estrada de Ferro, o capitão engenheiro José Faustino Santos e Silva chamou a área de Mafuá, referindo-se às atividades de feira livre, venda de comida aos trabalhadores da construção, junto ao atual mercado do bairro, à saída do viaduto. O nome origina-se do francês ma foire, que quer dizer minha feira.

Campestre

O nome do bairro foi dado em função do loteamento Campestre, lá existente.

Pirajá

Desenvolveu-se em torno da Estação Experimental da Pirajá, pertencente ao Ministério da Agricultura. O nome Pirajá significa aguaceiro rápido e súbito comum nos trópicos.

Novo Uruguai

Esta área de expansão da cidade, quase desabitada, localiza-se após o bairro Uruguai, por isso recebeu a denominação de Novo Uruguai, em 1988, com II Plano Estrutural de Teresina-PET.

Santa Isabel

Originou-se de um dos maiores loteamentos da Capital, pertencente à família de Dona Isabel Tajra, de ilustre família do Piauí, que lhe deu o nome de Santa Isabel.

Vale Quem Tem

Área da antiga Fazenda Vale Quem Tem, hoje parcialmente loteada (loteamento com o mesmo nome). Diz se que o proprietário da fazenda, Geovane Prado, nomeou a Fazenda Vale Quem Tem Vergonha, porém, não oficializou a denominação completa. Constitui área de expansão da cidade.

Pedra Mole

Havia na região uma gleba de terra conhecida por Pedra Mole. Segundo os moradores antigos, quando procuravam pedras para construir suas casas, só encontravam pedras moles, inúteis para a construção. Daí, o nome. A área foi incluída na zona urbana, em 1988, com o Plano Estrutural de Teresina-PET. Em 1991, foi ali construído um conjunto habitacional também denominado Pedra Mole, da Caixa Econômica Federal.

Verde Lar

O nome é originário do loteamento Verde Lar, existente na área.

Noivos

Havia na região uma gleba de terra chamada Noivos porque, segundo alguns, no local reuniam-se noivos para a celebração do casamento, por ocasião da desobriga dos vigários de Teresina.
Em outra versão, afirma-se que houve uma grande festa para comemorar o casamento da filha do proprietário do Bar Ulisses. No final, os noivos se dirigiram a uma árvore onde estava amarrado o cavalo que os conduziria à lua de mel. Quando chegaram lá, um raio caiu e matou os dois. O Pai da noiva era proprietário das terras do lado da atual Av. Frei Serafim (Centro), porém o nome Noivos denomina uma área do outro lado da ponte, já zona leste.

Samapi

Esta área ficou conhecida por Samapi devido às terras que pertenciam à Sociedade de Amparo aos Menores abandonados do Piauí, Samapi, lá situadas. A maior parte desta propriedade já foi vendida, porem seu nome já havia se popularizado.

Morros

Esta área, com topografia irregular, ocupa uma antiga gleba de terra conhecida por Morro do Epen, de propriedade de Miguel Soares Barreto. Lá se localiza a Fazenda dos Morros, cujo proprietário, Cláudio Pacheco, que ficou mais conhecido por loteamento dos Morros, conforme passou a ser chamada a região.

Tabajaras

A região constitui área de expansão da cidade e recebeu o mesmo nome do Clube Tabajaras (antigo Clube Socopo), lá existente. Fazia parte da zona rural e, em 1988, com o II Plano Estrutural de Teresina-PET, foi incluída na zona urbana.

Morada do Sol

O bairro ficou conhecido pela denominação do primeiro conjunto habitacional construído na área, o conjunto Morada do Sol, da Caixa Forte. Em 1990, foram construídas outras unidades no conjunto, já pela Caixa Econômica Federal.

Socopo

O nome está relacionado à Sociedade Construtora Poti, Ltda, Socopo, que lá construiu um balneário de fonte sulforosa e água mineral. Toda a região conhecida como Socopo fazia parte da zona rural. Em 1988, com o II Plano Estrutural de Teresina-PET, parte dela foi incluída na zona de expansão urbana. Lá também existiu uma propriedade conhecida como Porto do Centro, inicialmente da família Pedreira, depois de João de Deus Fonseca, onde ainda existe uma bela casa.

Jóquei Clube

A denominação do bairro associa-se ao Jockey Club do Piauí, ali localizado, que concorreu com o Clube dos Diários e, mais liberal, conseguiu suplantá-lo. Com a construção da ponte sobre o Poti, em 1956, pelo DNOCS, intensificou se o povoamento do bairro.

Uruguai

O nome se deve à Fazenda Uruguai, parte mais alta de Teresina. Homenageia o país da América latina e constitui área de expansão da cidade

Dirceu Arcoverde

O bairro ocupa uma área que pertencia à Fazenda Itararé, de Pedro de Almendra Freitas, daí seu nome (a sede desta fazenda localizava-se na área do atual bairro São João – Eldorado Country Clube). A palavra Itararé, de origem tupi, significa curso subterrâneo das águas dum rio através de rochas calcárias. O bairro abrange, ainda, terras pertencentes ao Sítio São Raimundo Nonato, de José Camilo da Silveira. Após a construção do conjunto Dirceu Arcoverde (I, em 1977, e II, em 1980), da cohab, tornou-se o bairro mais populoso de Teresina.
Há 30 anos foi fundado um pequeno bairro, na zona sudeste de Teresina, chamado Conjunto Itararé. Após o falecimento do ex-governador do Piauí, Dirceu Arcoverde, os moradores daquele bairro, em homenagem ao político, solicitaram a mudança do nome da região para Conjunto Dirceu Arcoverde.
Na década de 80 começaram a surgir de diversos bairros, conjuntos e vilas em torno dessa região. O bairro Dirceu cresceu em número de habitantes e se desenvolveu socioeconômica e culturalmente, passando a ser conhecido por Grande Dirceu.Hoje, com cerca de 200 mil habitantes e 60 mil eleitores, a região ocupa uma importante posição no cenário econômico e político da Capital e do

Cabral

O bairro desenvolveu-se em torno do abatedouro de propriedade de Antônio Paz Cabral, alferes da Policia Militar, ficando conhecido pelo seu sobrenome. Também já foi chamado de Bairro dos Fateiros, devido à intensa venda de fato para lingüiça.

Mocambinho

Chamava-se Mocambinho a fazenda onde foi construído o grande conjunto habitacional José Francisco de Almeida Neto, da Cohab. O bairro, no entanto, recebeu o nome de Mocambinho, que significa Cabaninha. É um dos mais populosos de Teresina.

Itararé

 Itararé: palavra de origem indígena que significa curso de água subterrâneo, rio através de furnas rochosas, fendas ou cavernas rochosas.

Não se sabe exatamente se o bairro Itararé recebeu esse nome devido à existência sob o solo de um curso subterrâneo de água ou de um rio através de furnas rochosas.

O que se sabe, é que os conjuntos Itararé I e II que posteriormente receberam o nome de conjunto Dirceu Arcoverde I e II, em homenagem ao ex-governador e Senador Dirceu Mendes Arcoverde, foi construído entre 1977 e 1980, para atender na época, a uma necessidade imediata: afastar os pobres, que moravam debaixo das pontes, áreas de risco e os funcionários públicos menos aquinhoados das “áreas nobres” da capital; também com a desculpa de expandir a cidade, promover a especulação imobiliária, valorizando as terras localizadas entre a zona urbana de Teresina e o Itararé, que era, de propriedades dos ricos.

Os moradores mais velhos da região contam que até 1975 o Itararé era um grande latifúndio improdutivo, usado apenas para fazer roças de subsistência e como um grande cemitério clandestino. Também existia uma fazenda muito antiga de nome Itararé (talvez a origem do nome) e varias outras, como a fazenda Redonda eu deu nome a um outro bairro da região Sudeste.

Quando foram construídas as casas do Itararé eram simples e todas iguais. Era uma sala, uma cozinha e um banheiro, todos os cômodos com tamanho bem modesto. No lugar não havia energia elétrica, nem água encanada, ou ao menos calçamento. Para se ter uma idéia ainda mais exata do desafio, os moradores mais antigos contam que nem mesmo existia linha de ônibus que ligasse o bairro ao centro da cidade.

Esse era um dos maiores problemas, uma vez que a localidade era predominante residencial, sem nenhum tipo de serviço comercial. Tanto para ir ao trabalho como para fazer compras ou utilizar serviços municipais era preciso se deslocar pelo menos 15 quilômetros a pé. Se a ida era difícil, ainda mais complicada ficava a volta, ao entardecer e à noite, nessas condições.

Os moradores do bairro eram, dentre outras coisas, motivo de preconceito, pois eram identificados até mesmo pela sujeira em seus sapatos, proveniente de longas caminhadas em meio ao barro. Os primeiros moradores lembram que meses depois de sua inauguração uma linha de ônibus foi disponibilizada para atender o recém inaugurado bairro, mas era apenas um ônibus que fazia três viagens por dia. Era um verdadeiro sufoco, pois o mesmo fazia a última viagem às 19h00, quem o perdia como os que estudavam à noite tinha que caminhar a pé do balão do São Cristóvão até o bairro.

Após 30 anos, as mudanças são visíveis, no Grande Dirceu como agora é chamado, é atendido por quase vinte linhas de ônibus coletivos, alem de contar com o serviço de transporte alternativo. No bairro também existe duas empresas de radio táxi e várias locadoras de moto-táxi, além de ser atendido ainda pelo pré-metrô de Teresina.

“Sou do Dirceu sim, com orgulho!” se algum dia essa frase foi pronunciada com algum receio ou timidez, a realidade atual é completamente diferente. Além de tudo, as pessoas que moram no bairro são conscientes da consistência, importância e grandeza da comunidade. Morar no Dirceu não é mais a “única saída”, é uma escolha que se faz com alegria. O Grande Dirceu é uma das comunidades mais bem-estruturadas do Piauí.

A partir das pessoas que primeiramente chegaram ao local, formou-se uma sociedade de pessoas que compartilham propósitos, preocupações e costumes e que interagem entre si. Facialmente poderia ser considerada uma cidade. Com uma economia e um mercado consumidor maior que de muitos municípios do Piauí, não deixa a desejar em saúde, lazer, educação e segurança.