CASA DESMONTÁVEL ACOLHE ALMAS NÔMADES
Quem tem espírito cigano, mas ao mesmo tempo gosta de estar sempre “hospedado” em sua própria casa, tem uma alternativa para conciliar esses dois pontos aparentemente antagônicos.
O Studio Aisslinger, escritório de arquitetura baseado em Berlim, na Alemanha, criou a Fincube, estrutura de madeira para montar uma casa que pode ser facilmente desmontada, transportada e remontada em qualquer outro local.
O primeiro protótipo construído tem 47 m² de área útil e foi erguido na comunidade de Ritten, ao norte da Itália, em um platô de cerca de 1,2 mil metros de altura.
A construção é sustentável do ponto de vista de consumo de energia e uso de materiais – adquiridos localmente e recicláveis. Um módulo feito com ripados vazados de madeira envolve toda a estrutura, e faz lembrar um cogumelo. Uma segunda camada interior, feita de vidro, traz conforto térmico à parte de dentro da casa. Para completar, o sistema de automação da residência controla suas funções principais por meio de um painel central. (JENNIFER GONZALES)
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A HISTÓRIA DO DESIGN EM UMA SÓ CASA
O bairro de Piraeus, um dos mais emblemáticos de Atenas, esconde uma casa que, vista de fora, é uma como tantas outras do local. Um sobrado de linhas clássicas, com um leve perfume mediterrâneo. A residência Grand Dame, no entanto, abriga uma verdadeira coleção de design, com móveis modernistas que apenas valorizam os traços originais da construção.
Quatro pessoas vivem no imóvel de 310 m². Uma reforma empreendida pelo estúdio ASKarchitects derrubou diversas paredes, criando ambientes mais amplos e iluminados. Além dos quatro andares da casa, eles fizeram um terraço na cobertura, sempre respeitando o traço original do edifício. Começou, então, o consistente trabalho de decoração, que sempre parte do estilo da escada e do ladrilho dos corredores, presentes em todos os andares.
Parquet e pisos frios dialogam com a decoração e definem distintos setores distribuídos conforme os pavimentos: social, serviço, íntimo, estudo e lazer. Em cada um deles, distintos móveis autorais exploram diferentes momentos da história do design moderno e contemporâneo. Nas salas, por exemplo, Arne Jacobsen comparece com duas poltronas: a Egg (1958) e a Swan (1956). Elas convivem perfeitamente com a luminária Arco (1962), de Achille Castiglioni.
No pátio interno e na cozinha, quem marca presença é Konstantin Grcic, com diferentes modelos da Chair One (2003). Sobre a mesa de refeições, a vermelhíssima luminária Hang PH5 (1958), de Poul Henningsen, injeta vida no ambiente. Já o salão de jogos ganha jovialidade com a versão redonda da mesa Pedestal (1956), de mármore branco, ícone do design de Eero Saarinen.
Em um dos livings, a cadeira RAR (1948), de Charles e Ray Eames, surge em versão cinza, sem encosto lateral. O casal norte-americano aparece novamente no quarto de um dos filhos, onde as inconfundíveis bolas coloridas do cabideiro Hang It All (1953) trazem um pouco mais de diversão à atmosfera infantil, além de coroar a notável coleção de objetos autorais.
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OS ANOS 50, 60 E 70 EM UMA SÓ CASA
As linhas dos móveis são dos anos 50, a arte é dos anos 60, e a explosão cromática é dos anos 70. Esse conjunto, que poderia ser visto como algo parado no tempo, cansado, revela-se uma equilibrada composição, cheia de vida, cor e brilho.
Trata-se de uma casa nos arredores de Paris, onde o destaque é o ambiente social que reúne living, sala de jantar e cozinha. A tapeçaria é toda da maison francesa Sanderson, da série anos 50.
A mesa de centro é outro representante do design espacial dessa época, e seus pés palito estão presentes em outros móveis como os sofás e as poltronas estofadas, mais austeros. A cadeira de balanço Eiffel, de Ray e Charles Eames, aparece em versão preta.
Mais contemporânea, a cozinha está integrada à sala de jantar, onde a mesa de madeira maciça está rodeada por uma coleção de assentos DSW, também do casal Eames, em versão azul celeste, amarelo, preto, vermelho e verde. Aqui e ali, cartazes dos filmes – a maioria clássicos do terror B, garimpados em mercados de pulga – dão um caráter jovial e underground ao ambiente.
O escritório e o quarto também têm sua bossa. Tecidos coloridos marcam os espaços. Na área de trabalho, a cadeira Tulip, de Eero Saarinen, convive em harmonia com outra unidade azul da DSW.
E, por toda parte, em todos os ambientes, os papéis de parede mantém o ar futurista vivido no décor dos anos 50, 60 e 70, mas com grafismos que fazem uma clara alusão ao design dos Eames. Um sopro de energia em um conjunto que de datado, não tem nada.
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Fonte: Casa e Jardim
CASA-SPA É ANEXO QUE ROUBA A CENA
Com as montanhas ao fundo e uma esplêndida vista para o mar, a Spa House é o anexo que acabou roubando a cena da casa principal localizada em Hout Bay, Cidade do Cabo. Criada pelos arquitetos do estúdio Metropolis Design para ser uma espécie de abrigo de hóspedes e espaço terapêutico, ela reúne tudo o que uma casa precisa, e um pouco mais.
Estão lá a suíte, o living e a sala de jantar integrado a uma funcional cozinha. Mas a piscina ocupa um lugar especial no projeto, de modo que o reflexo da água produz surpreendentes efeitos nos planos externos da casa, da mesma forma que determina o colorido e relaxante ambiente do subsolo, onde funciona o spa, e que se abre para o fundo do tanque através de três janelas.
O bloco onde está a suíte tem lugar de destaque no volume, por conta de sua projeção externa, sobre a água. O living se integra totalmente à piscina conforme as portas de vidro são abertas. Já o conjunto de sala de jantar e cozinha ocupa um pavimento intermediário, enterrado a 0,5 m, que se divide em duas raias, tendo uma espécie de ilha entre elas.
Estruturado em metal, o edifício tem acabamentos de concreto no quarto, no spa e na área da piscina. Externamente, predomina um revestimento com placas de madeira e muito vidro. Para completar, o próprio volume da casa protege a pisicina do vento predominante, ao mesmo tempo que reflete a luz do sol, garantindo condições ideais para que hóspedes ou proprietários circulem livremente entre água e spa.
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ARQUITETOS ENTERRAM CASA NA MONTANHA
Casa na montanha ou casa da montanha? No caso da Villa Vals, na Suíça, a resposta é irrelevante. Enterrada na encosta de um morro da cidade de Vals, como se fosse uma toca (ou uma casa de duendes), a residência leva a ideia de morar na montanha às últimas conseqüências – mas sem deixar de lado uma boa dose de arquitetura e design.
A começar pelo seu aspecto brutalista, reforçado pela presença marcante do concreto aparente nos acabamentos internos e pelas pedras da fachada inclinada. Um bom começo para deixar bem claro que, de rústica, ela não tem nada.
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Disponível para locação nas férias, a residência totalmente equipada foi desenhado pelos arquitetos Bjarne Mastenbroek e Christian Müller, dos escritórios Search e CMA. Eles queriam integrar a casa na paisagem, a fim de manter a natureza o mais intocada possível.
Dessa maneira, o acesso se dá através de um túnel subterrâneo que parte de um barracão de madeira. A partir daí, o espaço reserva uma surpresa após a outra – seja pela decoração, inteiramente feita com peças de design holandês, seja pelas soluções arquitetônicas de aproveitamento do espaço nas salas, cozinha e dormitórios. Todos abrindo espaço para o protagonista do projeto: a vista para a paisagem da região, repleta de vales e vegetação exuberante, que podem ficar ainda mais bonitos com a neve do inverno.
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BIENAL DE VENEZA JÁ TEM TEMA PARA 2012
A Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza já tem tema definido para a edição de 2012: Common Ground ou, em português, território comum. Indicado em dezembro passado como curador da mostra, David Chipperfield é quem escolheu o assunto, tão instigante como abrangente. Os limites entre o espaço público e o privado, o compartilhamento de terrenos, identidades e linguagens – muitos são os possíveis debates que surgem a partir da proposta idealizada pelo arquiteto inglês.
“Estou interessado naquilo que os arquitetos têm em comum, desde as condições para o exercício profissional até suas influências, colaborações, histórias e afinidades que moldam e contextualizam nosso trabalho. Quero aproveitar essa oportunidade para reforçar a compreensão da cultura arquitetônica e enfatizar a continuidade filosófica e prática que isso representa”, explica Chipperfield.
Marcada para o período entre 29 de agosto e 25 de novembro, a Bienal de Arquitetura chega a sua 13ª edição com a exposição de projetos provenientes de 41 países. Além das mostras nacionais, haverá exibições organizadas por entidades e organizações internacionais, dentro da programação que tradicionalmente acontece nos pavilhões do Giardini, do Arsenale e do centro histórico de Veneza.
Caleidoscópio de aço e vidro
Sede da orquestra sinfônica da Islândia, o Harpa Concert and Conference Centre é uma obra de arte. Inaugurado em setembro, ajudou a colocar o país no quarto lugar do ranking de roteiros tops de 2011 do the New York Times. Projetado pelo escritório dinamarquês Henning Larsen Architects, o bloco multifacetado de 28 mil m² teve sua fachada de vidro concebida pelo conceituado escultor Olafur Eliasson. O artista buscou nos cristais de basalto, comuns na região, a inspiração para criar milhares de células coloridas e transparentes que refletem a paisagem. Cor e intensidade mudam de acordo com a incidência de luz natural. Por meio de módulos hexagonais de vidro e aço, que possibilitam perspectivas em duas e três dimensões, o time de arquitetos deu forma ao complexo com quatro salas de concerto, nas quais predomina o vermelho.
Com janelões de vidro, cozinha gourmet fica mais arejada e convidativa
O jardim fica visível por conta das janelas de vidro.
Receber os amigos para ver TV e saborear um belo almoço junto ao jardim – agora os donos desta casa em São Paulo contam com o cenário ideal para isso. A arquiteta Deborah Roig substituiu as paredes por esquadrias pivotantes de vidro, que deixam cozinha e home theater claros e ventilados. Ela também investiu no piso cimentício (Solarium) e no painel de vidro recortado (a TV giratória serve aos dois espaços) para favorecer a unidade visual. Lá fora, o muro de pedras moledo (Pedras Bellas Artes) e o deck marcam o paisagismo. “Bicas vertem água sobre bolas de cimento, fazendo um barulhinho relaxante”, detalha Deborah. Na cozinha, a marcenaria tem ilha com cooktop na bancada de Marmoglass (Santorini Mármores).

Abaixo à esquerda: em torno de 13% do Corian (DuPont) suede é de materiais reciclados. O m² (12 mm de espessura) sai por cerca de R$ 1 800, na Di Mármore. Há outras 15 opções de cor para a lâmina porcelânica The Size, da Alicante. O m² instalado da mela (5 mm de espessura) vale R$ 990 (abaixo ao centro). Com porosidade praticamente nula, a superfície de quartzo da Silestone na cor doradus (espessura de 20 mm) custa a partir de R$ 1 200 o m² (abaixo à direita).

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