Escola foi a penúltima a se apresentar na Marquês de Sapucaí.
Não há como negar. Paulo Barros se tornou, nos últimos anos, o responsável pelos maiores segredos e surpresas do carnaval carioca. Para este ano, ele trouxe um enredo diferente do que vinha fazendo. Longe de ser abstrato, o tema da Unidos da Tijuca foi “O Dia em que Toda a Realeza Desembarcou na Avenida para Coroar o Rei Luiz do Sertão”.
Já na comissão de frente, um show à parte. Sanfonas dançantes “libertavam” a alma do instrumento, símbolo do rei do baião.
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira veio como Lampião e Maria Bonita, e estava cercado de guardas armados que faziam coreografias entrosadas com a dança de Marquinho e Giovana.
O abre-alas representou o setor de desembarque de um aeroporto em que reis de todo o mundo, vivos ou já falecidos, chegam ao sertão para homenagear Luiz Gonzaga. Dom João VI, Elvis Presley, Pelé, Michael Jackson, entre outros, também voltaram a aparecer na terceira e quarta alegorias e na última ala.
Unidos da Tijuca
Destaque para a ala de boneco de barro, referência às esculturas de mestre Vitalino. A rainha de bateria, Gracyanne Barbosa, estava vestida de pássaro assum real.
A sexta alegoria, festas juninas, estava bastante colorida, porém simples e pequena para o padrão de uma escola que briga pelo título. A bateria segurou a incumbência do início ao fim do desfile e não sofreu com o problema no sistema de som que a escola de anterior, Mangueira, teve que passar. O canto da escola foi irregular.
Ao término da apresentação, Paulo Barros foi ovacionado pelos setores dois e três da Sapucaí com gritos de “É campeão!”. Ainda que não tenha feito um desfile tão surpreendente como nos últimos anos, Paulo mostrou uma bela homenagem ao centenário de Gonzagão. A última escola a entrar na avenida é a Grande Rio.
Paulo Barros acompanha o desfile da Unidos da Tijuca
Valmir Moratelli, iG Rio






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