banne4
banne2
banne1
copa
salmo1
<< >>

Tablets substituem livros e são novo desafio na educação brasileira

No Centro Educacional Sigma, em Brasília, a lista de material escolar do 1° ano do ensino médio foi substituída por um único item: um tablet. Ao invés dos pais pagarem por vários livros, pagarão R$1,1 mil pelos aplicativos com o conteúdo didático exigido para todas as disciplinas. A substituição será testada em grande escala por mil alunos das cinco unidades espalhadas pela cidade. A interatividade que pode revolucionar a educação brasileira começa a se popularizar no país a partir deste ano, mas ainda tem empecilhos bastante significativos como a falta de preparo dos professores para o uso da ferramenta e o potencial de dispersão que a internet causa nos alunos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em outras instituições do Brasil o equipamento passou a ser aceito e também estimulado, apesar da não obrigatoriedade. No Ceará, uma rede dá a opção para os alunos de terem livros ou um tablet; em São Paulo, um colégio criou um laboratório móvel com 30 equipamentos e outro investe em formação de professores para o uso da tecnologia. Um outro obstáculo é que os professores têm que produzir seu próprio material para lecionar já que não há conteúdo para os professores no mercado. Na escola de Brasília, cerca de 30 professores prepararam o material que será usado pelos estudantes, já que a adaptação é feita do papel para vídeos e gráficos interativos. Isso é uma das justificativa pelo preço pago pelos pais ao adquirir o conteúdo, além da solução sobre a quantidade de livros que os alunos carregavam. A professora Sílvia Vampré, coordenadora de tecnologia educacional do Bandeirantes, de São Paulo, explica que “…não é uma imposição, mas uma opção. Estamos sendo cautelosos por enquanto, porque é preciso ter uma estratégia de mudança das aulas”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os professores estudarão e testarão as melhores formas de adaptação. O diretor da Editacuja, Martin Restrepo, explica que os tablets permitem que professores e alunos deixem de ser apenas consumidores de conteúdos limitados e rígidos, mas possam construir um modelo editorial baseado na colaboração que atende necessidades específicas de cada escola. “Com as ferramentas de interatividade, imagens animadas e geolocalização, qualquer lugar é transformado em sala de aula. É possível reinventar atividades como gincanas, trilhas de caça ao tesouro, que são extremamente educativas”, diz. No entanto, o engenheiro de sistemas eletrônicos alerta que um tablet na sala de aula não faz diferença se o professor for usá-lo apenas como PowerPoint. “O modelo pedagógico tem que mudar radicalmente”, defende. A professora Sílvia, do Bandeirantes, em São Paulo, pondera que apesar das vantagens do uso dos tablets, o potencial de distração dos alunos é grande e a maior parte dos professores não sabem como usam essa tecnologia. “Com tablets, os alunos têm acesso à internet e ao Facebook muito facilmente. Não sabemos o impacto disso ainda”, conclui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escolas públicas
O Ministério da Educação (MEC) começou a se mexer para levar tablets às redes públicas de ensino. Na semana passada, o primeiro estágio de pregão eletrônico para a aquisição de 900 mil aparelhos foi concluído. A proposta é criar núcleos de aplicação da tecnologia em sala de aula e não oferecer a todos os alunos.Resta saber se essa tecnologia será realmente aproveitada nas salas de aula. Até hoje, as tentativas de universalizar laboratórios de informática ou laptops para cada aluno fracassaram. Não há laboratórios com computadores em todas as escolas, muito menos internet para que sejam utilizados. No projeto piloto, 380 escolas foram contempladas com os primeiros 150 mil laptops. Depois, 372 municípios adquiriram mais 375 mil equipamentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: IG

 

 

Por Victória Holanda

 

 

468 ad

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>