O navio Vale Beijing, que ameaça naufragar na costa maranhense, foi rebocado para alto mar, a 64 quilômetros do porto de São Luís, após as frustradas tentativas de retirar parte das sete mil toneladas de combustível de seus tanques nas últimas duas semanas. Um mês após mostrar rachaduras no casco, o navio encomendado pela mineradora Vale ainda não encontrou solução para reparar os danos. As rachaduras permitiram a entrada de água nos tanques e a parte de trás da embarcação está mais funda e pode causar o rompimento do Vale Beijing. Por isso, ontem, a companhia holandesa, Smit, contratada para socorrer o navio, tenta transferir cerca de 25 mil toneladas de minério de ferro do porão para a proa, afim de reduzir o risco de acidente. Com mais de 360 metros de comprimento e com capacidade de quase 400 mil toneladas de minério de ferro, o navio ainda não tem plano da empresa que encomendou a embarcação, a Vale, ou do estaleiro sul coreano, STX Pan Ocean.
As empresas se recusam a dar informações publicamente e a gerência de São Luís diz que ainda não recebeu planos para reparar a embarcação ou retirar o combustível, que, em caso de acidente, provocaria sérios danos ambientais ao ecossistema marinho da região. O comandante da Capitania dos Portos de São Luís, capitão de Mar e Guerra, Nelson Calmon Bahia, diz que a única maneira de retirar o combustível é com o auxílio de um petroleiro. Já o superintendente do Ibama no Maranhao, Pedro Leão, tanto a Smit quanto a STX Pan Ocean, estão tentando conseguir um navio petroleiro com a Petrobras para a remoção do combustível.
Fonte: SNN
Por Victória Holanda






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