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IPÊ planta 1,4 milhões de árvores e reconecta Mata Atlântica

Em São Paulo, o Instituto IPÊ teve a iniciativa de reconectar duas unidades de conservação do Pontal do Paranapanema, com mais 700 hectares de Mata Atlântica, o que beneficia a floresta, a comunidade local e os proprietários rurais, que se adéquam às leis ambientais. Um corredor ecológico é capaz de recuperar habitat para espécies ameaçadas, preservar recursos hídricos e regular o microclima. O Instituto IPÊ plantou 1,4 milhões de árvores para unir as duas principais unidades de conservação da região: a Estação Ecológica Mico Leão Preto, com quatro fragmentos e 7 mil hectares, e o Parque Estadual do Morro do Diabo com 37 mil hectares de mata.

 

Antes e Depois do Pontal de Paranapanema

 

 

 

 

 

 

 

O corredor ecológico é resultado do projeto Corredores da Mata Atlântica, que trabalha há 10 anos para preservar os biomas devastados do Brasil por meio da restauração florestal em APPs- Áreas de Preservação Permanente e RL- Reserva Legal de propriedades rurais que, além de cuidar da biodiversidade, ainda envolve a comunidade, capacitando pequenos e médios proprietários em agroecologia, educação ambiental e desenvolvimento de viveiros comunitários, de onde saíram as mudas para o corredor. Portanto, além de restaurar a biodiversidade do lugar, as propriedades são obrigadas legalmente a manter a reserva intacta. O coordenador e pesquisador Dr. Laury Cullen Jr explica que os animais precisam se descolar para se alimentar e se reproduzir e as “manchas de floresta” contêm espécies ameaçadas como o mico-leão preto, a onça pintada e a jaguatirica.   O novo corredor no Pontal do Paranapanema possui 700 hectares, com 93 plantados em dezembro do ano passado, monitorados pelo IPÊ até que se constituam como floresta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O corredor passa pala Fazenda Rosanela, onde continha um passivo ambiental- obrigatoriedade de uma empresa pelos danos ambientais que causou, segundo o Códio Florestal vigente. O Mapa dos Sonhos do IPÊ é o estudo que determina áreas prioritárias para restauração florestal, como foi o caso do corredor. A implantação teve apoio de editais da Petrobras e do BNDES- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A próxima meta do projeto Corredores da Mata Atlântica é um novo corredor no Parque do Morro do Diabo, com 5 mil hectares de floresta, em Apps e RLs de 11 propriedades e o desafio é a adequação dos proprietários às exigências ambientais.

 

 

Fonte: Planeta Sustentável

 

Por Victória Holanda

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